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terça-feira, 5 de março de 2013

Inspirando a escalada!


Pegada islâmica.

Artsy!

Industrial...


Cartela contrastante.

Tangerina e papel de carta.


Latina.

Escandinávia.

Chevron!

Azulejos.

Renascença.

Ombré!

Reaproveitamento de tapetes.

Orla Kiev!


Arco-íris

Industrial.

Kids!

Fluor.

Color Block

Azulejos.

Antiderrapante e degradê.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Blog do dia: design sponge






Ah, os projetos antes e depois e diy são de morrer..como esses aqui…duas luminárias pra fazer com calma.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Canos






 
  Canos de pvc são baratos. Podem ser utilizados para hortas suspensas, organizadores, divisórias, etc… E, melhor se ficarem brancos. Depois de utilizados, podem ser reciclados. Cuidado com acabamentos em glitter pois impedem os materiais de serem reciclados.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Parte 2












Palestra- Parte 1





  Gilles Lipovetsky, filósofo francês, foi um dos primeiros pensadores a tirar a moda da esfera das frivolidades e pensar o tema como uma ontologia de nós mesmos. Recomendo O Império do efêmero para compreender mais profundamente esse universo. 
  
   A moda é um fenômeno intrínseco da modernidade. Não existe moda sem modernidade e nem modernidade sem moda.
No meio desse surgimento, temos um personagem importante: o sujeito moderno. No século XV, com transformações sociais, econômicas e culturais que vinham acontecendo desde o século XII, esse sujeito  deixa de relegar seus planos a Deus e decide assumir sua autonomia. Este processo leva ao racionalismo, empirismo e iluminismo.




   Stuart Hall, no livro Identidade Cultural na Pós-Modernidade - livro que a Néli Pereira me recomendou um dia e cada vez que leio alguma portinha se abre- diz que a globalização começa ali naquela época. Com a expansão marítima e comercial. 


   Este homem antropocêntrico, humanista e ávido por se sobrepor a tudo e a todos, é percebido pela ruptura radical na indumentária. O gibão toma o lugar da túnica unissex. O peito se estufa e os ombros ficam incrivelmente largos. A mulher tem os peitos e ancas salientados. O objetivo é sedução. Dali para o Studio 54, foi um longoooo passo…hedonista.


   O amor cortês constrói, a partir do século XI, uma figura masculina e feminina que seduz, que deseja o belo, retomando ideiais clássicos de beleza e juventude. Este ideal é também uma forma de se ver no outro, eu sou o que o outro me vê. Questões de alteridade. A cortesia vinha de visitas às cortes. Cortejar era ação relacionada à aristocracia. 


   E as mulheres eram cortejadas por homens que tinham que estar completamente dentro dos novos padrões de sedução: controlar os impulsos, ser refinado, saber ler, criar poesias e músicas. O amor que até então era restrito ao casamento católico, cria linhas de fuga e a mulher controla por quem é seduzida. O homem deve se aprimorar para que seja aceito pela mulher amada.




   Essas histórias de amor circulavam pela Europa, pela tradição verbal. Depois com a prensa de Guttemberg, os folhetins replicando as histórias de amor eterno, que deram certo ou não, conquistaram as massas. 


   Eu acredito , como Lipovetsky, que o papel do amor cortês teve um papel fundamental para o surgimento da moda. E pensando além, acredito que ao se popularizar, surgiu o desejo de ser aristocrata, de pertencer ao meio, de também ser fino e elegante.
A leitura era restrita a poucas pessoas. As histórias eram contadas por desenhos. 


   A Europa estava numa das piores crises. Pestes, aristocratas indo à falência pelo abandono dos trabalhadores do feudo, em direcão às cidades. Uma nova classe deseja um espaço na estratificação social, um lugar naquela imobilidade. E eles detinham dinheiro e conhecimento. A aristocracia elege elementos da indumentária e a burguesia copia, mesmo tendo leis que proibiam. Logo estes elementos devem ser renovados.


   Isso é moda: mudança constante, renovação que obedece a uma lógica temporal. A roupa é o veículo escolhido para falar de moda, mas tudo que é moderno é moda. Pensamentos também entram e saem de moda. O novo sempre destrói o velho. E essa lógica hoje ainda se aplica a tudo.